E se a tentativa de golpe tivesse sido bem-sucedida?
Um Brasil distópico onde a Amazônia é vendida e a resistência vira a última fronteira
É a partir dessa hipótese que Vitória-Régia se desenrola, novo curta-metragem dirigido por Denis Cisma. Ambientado em uma realidade paralela e perturbadora, o filme imagina um país onde, após ser derrotado nas urnas, um candidato se recusa a aceitar o resultado e lidera um golpe de Estado com apoio dos Estados Unidos.
Em troca desse suporte, a Floresta Amazônica é entregue a interesses norte-americanos e grandes corporações petrolíferas — rebatizada como “Amazon of America”.




Nesse cenário sombrio, emerge uma resistência formada por povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. Herdeiros de uma luta ancestral contra o fim do mundo, eles se organizam para defender o território, a memória e o futuro.
No centro desse conflito, uma jornalista atravessa a floresta, determinada a romper o cerco e contar essa história ao mundo.




O filme é estrelado por Alice Braga (Cidade de Deus, Queen of the South) e conta com participações de Ywyzar Tentehar, Caio Horowicz, Ayra Kopém, Marina Person, Marat Descartes e participação especial de Hodari. A direção criativa é assinada por Pedro Inoue, com roteiro de Carol Pires (Democracia em Vertigem) e Fábio Leal e fotografia de Will Etchebehere. A trilha sonora original é assinada por Daniel Ganjaman e Tropkillaz, com músicas de Katú Mirim, Kaê Guajajara, Nelson D e Iggor Cavalera.

Vitória Régia é uma campanha em formato de curta-metragem de ficção criada para dar visibilidade às pautas territoriais, sociais e climáticas defendidas pelo movimento indígena, no contexto da campanha “A Resposta Somos Nós”. Idealizado por Coletivo Zero, Coiab, Apib e G9, com produção da Vetor Zero, o projeto parte da ficção para fazer um alerta real: cabe a todos nós mantê-la apenas na ficção.
"Esse projeto nasceu como uma ação entre amigos. A equipe dedicou tempo, energia e trabalho para realizar um curta de ficção pensado para dar visibilidade ao movimento indígena. Filmado em apenas quatro dias, no ano passado, antes da invasão da Venezuela, o projeto ganha ainda mais peso diante do presente. De lá para cá, o debate sobre soberania, democracia, crise climática e disputa por recursos naturais só se intensificou. No centro de tudo isso estão os povos indígenas, que sempre estiveram aqui e sempre estiveram na linha de frente da luta pela preservação da Amazônia. Por isso, a mensagem ecoa com ainda mais urgência em um ano de eleições: 'Nosso futuro não está à venda. A resposta somos nós'. E quando dizem 'nós', não estão falando apenas dos povos indígenas, mas de todos os brasileiros." - Denis Cisma, diretor do filme