O Drumagick continua acreditando no eletrônico
A dupla de irmãos que ficou famosa na alta do Drum'n'Bass no Brasil segue firme no propósito da música
No começo dos anos 2000, os ritmos eletrônicos estavam em alta no Brasil, especialmente o Drum'n'Bass Brasileiro, que misturou o ritmo frenético das batidas quebradas com vocais da MPB e Sambarock para criar algo totalmente novo e nosso.
Nessa alta, o Drumagick se destacou não só por grandes produções como Malandragem ou Easy Boom, que claro, eram ótimos sons e rasgavam pistas de dança no mundo todo, mas um fato era curioso: não era apenas um DJ ou um produtor, eram dois irmãos fazendo acontecer sobre a alcunha do grupo. Drumagick então não era só um nome artístico de um cara só, mas do Guilherme Lopes e do Junior Deep, o primeiro mais novo que o segundo, irmãos de sangue que começaram ouvindo música em casa em sessões dominicais e depois se tornaram referência tanto na edição de sons quanto na reprodução de ritmos quebrados.
Nessa série sobre o Drum'n'Bass Brasileiro que tem rolado na ISMO em 2026, entrevistar o Drumagick é uma honra, dois caras que estavam lá e ainda estão aqui, 20 e tantos anos depois, fazendo som e vivendo a vida amando e música.
Junior, essa coisa da música é coisa sua? Você que levou o Guilherme? Com 14 anos você já fez escola de DJ, você já pensava na música profissionalmente?
Junior: A gente não teve música de uma maneira profissional em casa. Nossos pais gostam de música e na época que a gente era criança, eles tinham os discos de vinil deles e a gente adorava patinar pelos discos, jogar os discos no chão e usar de patins (risos). Depois, mais velhos, eu principalmente, passei a escutar os discos de cabo a rabo. Teve uma história com um acidente que tive de skate, que eu fiquei bastante focado em escutar os discos em casa.
Guilherme: A gente tinha uma rotina de ouvir música nos finais de semana. Nos domingos de manhã, o rádio ficava tocando por horas, mas na maioria das vezes, nosso pai tinha uma vitrola Grundig e uma pequena coleção de discos, então eu tenho uma lembrança de ouvir Ray Conniff e Beatles, por exemplo. Nossa mãe já era mais pro lado do Chico Buarque e coisas dos anos 80. Tinha um repertório específico que flertava com a música brasileira e o pop mundial, tinha uma certa diversidade nessas audições.
Eu gostava muito de repetir as coisas que eu gostava de ouvir. A frequência, afinação, gostava de ouvir até âncora de jornal falando, tentando timbrar isso. Acho que já tinha um sampler na mente, de forma involuntária (risos).
Eu não lembro de ter lido isso de vocês em algum lugar, mas fiquei na dúvida: vocês tocavam algum instrumento nessa época?
Junior: Nossa formação inicial foi com discotecagem. Somos DJs em primeiro lugar, começamos como DJs. É uma formação que, dependendo do jeito que você pratica, pode ser muito profunda no assimilar a música, analisar texturas sonoras… Todo nosso ouvido, mesmo no início no processo de produção musical, sempre foi muito voltado à análise do som como um todo. Depois de muitos anos, percebemos a diferença prática do DJ para a de um músico: na minha opinião, o DJ se assemelha mais a um produtor musical em um projeto, aquela figura que escutava a banda ou o artista como um todo. Acho que por isso que a música eletrônica tem essa força de analisar as texturas das músicas, tendo nuances, diferentes vibes, diferentes estilos. A gente costuma ouvir com esse ouvido um pouco mais amplo.
Hoje mais velhos, a gente já estudou instrumentos, teoria musical, isso tudo agrega bastante na nossa visão e modo de trabalho, mas a relação com o instrumento veio bem depois na nossa carreira.
Guilherme: Eu gosto de assumir o toca-discos como instrumento musical, acho justo, mas também devido ao fato da gente ter tido uma margem considerável de vivência com esse instrumento. Na infância e adolescência, mesmo sem saber sobre uma carreira musical, minha cabeça, mente e corpo estava totalmente imerso no aparelho doméstico de som. Nossa vivência espontânea com esse maquinário pegou a gente em cheio.


Dois irmãos, uma mesma ideia: fazer música eletrônica da maneira que fosse (fotos: Ponto50 - Arquivo Drumagick)
Contem um pouco sobre a rádio pirata que vocês tiveram. As gravadoras não queriam matar vocês por tocarem música sem parar?
Junior: Isso foi em uma cidade bem pequena, em Iguape. As gravadoras não chegavam lá (risos). Naquela época, tinha um combate contra as rádios comunitárias, mas lá, por ser uma cidade pequena, foi mais fácil a gente fazer isso, de uma maneira totalmente informal. Foi uma experiência pra gente que pavimentou nosso caminho na música.
O que aconteceu foi o seguinte: era um grupo de crianças e a gente tinha um amigo, o Ted, que morava na frente da casa do meu primo. Ele que era essa espécie de professor pardal, mexendo nas coisas. Eu gostava de desmontar e remontar as coisas de casa (risos), mas ele que era o expert. Um dia ele chegou e mostrou que inventou um transmissor de rádio. Detalhe que a gente já estava um pouco inserido nessa coisa da cultura de DJ, meu primo tinha feito um curso na Rock’n’Soul e eu na época estudei na Fields, do Iraí Campos, com o Grand Master Ney.
A gente se reunia, fazia festas na cidade, cobrava até bilheteria (risos). Quando o Ted falou que inventou o transmissor, imagina 3, 4 moleques DJs, só pensando em música, só queríamos botar o transmissor pra funcionar. Foi assim que surgiu a ideia da rádio, um transmissor ligado em um aparelho de CD, acabava um CD, tinha que botar o próximo e assim ia. Criamos programação musical da rádio baseado nesses CDs. Nossos primos mais novos eram nossos “funcionários” (risos) trocando os CDs, a gente ficava dia e noite tocando música.
Guilherme: Rolava tanta coisa legal… Massive Attack, Alternate, Prodigy, Chemical Brothers…
Junior: A gente tocava o que a gente queria! Lee Marrow, Double You, Derrick May, Dave Angel… Muita coisa que a gente estava ouvindo. Meu primeiro disco de vinil foi o Toco House Hits Vol.1, o que eu comprei mesmo. Esse disco tinha Behind the Wheel, do Depeche Mode, um megamix do Company B, meio Miami Beach que depois virou o funk. Eram as versões extendidas, três músicas de cada lado, o que era muito legal pra quem era DJ, não chegava a ser um single mas já eram versões inteiras pra mixar.
Guilherme: Nessa época tinha um monte de DJ tocando nas rádios, Record, Radio Dance… A gente ouvia muitas coisas nos programas de rádio dos DJs Marquinhos MS, Ricardo Guedes e outros. Você ouvir Two Bad Mice em 1990 era incrível!
Junior: Nosso Shazam era a rádio!
Guilherme: Total, a gente ouvia a Nova FM, Radio Dance, outros programas na 105, a galera do rap e até ligava pra ganhar discos - e até ganhava às vezes! DJ Cuca, uma galera incrível que a gente ouvia e isso contribuiu muito pro nosso repertório inicial, acompanhando o Junior, montando equipe de som - a nossa era a Techno Power.
Nos primeiros meses da rádio, era só música, ninguém falava nada. As pessoas ficavam seduzidas, falavam “aquela rádio que só tocava música”.
Junior: E isso foi acidental, sabia? Não foi algo pensado, foi por causa da nossa limitação de equipamento. Não era pra ser cool, mas depois até percebemos que era legal (risos).
Vocês começaram a produzir pra fazer as propagandas na rádio. É certo dizer que as primeiras produções foram essas?
Junior: Total, nossa iniciação na produção musical foi primeiro produzindo as trilhas de background, os fundos pros locutores falarem em cima e, consequentemente, depois produzindo os comerciais que eram vendidos pelo meu primo, pra galera local.
Guilherme: Na rádio a gente tentava fazer nosso megamix, juntando as músicas, gravando em um cassete e isso inspirou a gente no processo da produção musical. A gente fazia isso de ouvido, seguindo nossos sentidos, depois fomos buscando equipamentos, computador e depois produzindo as primeiras músicas. A gente foi levado pra esse mundo, tudo bem rápido.
E a transição de ser DJ e ter a rádio para ser produtor musical?
Junior: Um capítulo importante nesse começo foi que no curso de DJ, eu tive contato com edição musical. Numa aula, editamos através de um gravador de rolo, fazendo cortes na música - foi aí que acendeu a ideia, “dá pra fazer isso”.
Um amigo apareceu com um DJ70 da Roland, um teclado que era um sampler, um midi, com umas três oitavas, que tinha um jog wheel, que você conseguia fazer um scratch - fora ser sampler, que era a enorme graça dele. A ideia que eu tinha até aquele momento era outra. No teclado, ele pegava um sample e distribuía para todas as notas do teclado e aquilo explodiu nossa cabeça.
Depois do curso, a gente foi explorar as possibilidades de fazer festas, equipe de som e rádio, que foi onde começou a história de produção musical. Somou a ideia do rolo com os samplers, mas curioso que antes mesmo de fazer curso, a gente já fazia cortes de fica cassete gravando os programas de rádio. Olha que alquimia que a gente fazia: quando passava a música que a gente gostava, a gente gravava, mas tinha eles falando, até gravar demorava um pouco, tinha vinheta, a música não tocava até o final… Então a gente gravava uma vez, depois gravava de novo e ia limpando, cortando e colando, literalmente, as fitas. E a gente fazia tudo no ouvido! Essa relação com a textura sonora que eu falo que é uma coisa muito do DJ e é super importante na produção musical. A gente tinha uma sensibilidade de saber onde cortar, um feeling.

Vocês começaram a discotecar em 92/93… O que tava rolando de som nessa época?
Junior: Nossa pesquisa musical era muito de trocar ideia, de ir nas galerias do centro de São Paulo e ir trocando ideia com a galera, perguntando o que estava rolando, ouvindo músicas novas. A gente criava amizades e as pessoas iam separando as músicas de acordo com o que a gente gostava, conhecendo mais a fundo. Era nossa fonte para pesquisar as músicas. Além do fato de ir para festas. Eu era muito precoce, fui a festas muito novinho. Acho que cheguei a ir na Sound Factory menor de idade.
Guilherme: A gente chegou a tocar em festa menor de idade (risos).
Junior: A primeira vez que toquei, foi em um concurso de equipe de som. O prêmio era ir tocar, a gente ficou em terceiro, segundo, algo assim, e lá foi eu tocar. Eu tinha três discos, subi na cabine e no que eu fiz a primeira virada, a polícia chegou no local e parou a festa! Fiquei meio escondido na cabine, mas uma hora a polícia viu e me deu a maior bronca - mas só falaram para eu sair fora (risos).
Guilherme: A gente fazia um clube na época da rádio e eu era residente menor de idade (risos). Era uma paixão curtir o som e depois a gente entendeu que era uma bandeira do entretenimento, então isso tracionava nossa relação com a coisa.
Junior: Quando comecei a ouvir Lee Marrow, Ice MC, foi muito legal, era a porta de entrada para o público da dance music, mais comerciais, mas dificilmente essa época a gente entrava por artistas mais do underground. Mas quando ouvi, quis ouvir mais e mais.
Primeira vez que ouvi um Drum’n’Bass foi o SL2, On a Ragga Tip, um beat que dá uma dobrada, isso eu nunca tinha ouvido na vida, fiquei doido com aquele sample. O que me segurou na música por muitos anos foi essa pesquisa por coisas novas.
Tinha uma outra coisa diferente naquela época, é que os DJs não tocavam a música que estava fazendo sucesso. Ele tocava as músicas que ele acreditava que iam fazer sucesso, que ele gostava muito. A gente até hoje faz os sets apostando nas músicas que a gente acredita.
O primeiro DnB que os caras ouviram e piraram
Onde, quando e como vocês tiveram contato com o Drum'n'Bass Brasileiro?
Junior: O fato da gente ter iniciado a produzir por causa da rádio, nos levou a fazer experimentos musicais próprios para levar nas festas que a gente fazia. A gente começou a produzir algumas coisas parecidas com hard techno, bem nervoso. Tinha umas coisas mais naquele lugar de house tribal, mais lento, mais percussão… A gente pegava um tape deck só pra tocar essas músicas que a gente fazia, a gente fazia no computador e gravava na fita cassete pra tocar nas festas e aí a gente via o que acontecia com a música.
A gente foi evoluindo nas produções, até conhecer o Ramilson e Xerxes. A gente já tinha algumas coisas puxadas para o hardcore e aí levamos para eles. O Ramilson foi o primeiro a ouvir e ele já ligou o Xerxes: “Vocês tem que conhecer meu amigo, ele vai adorar saber que não é só ele que tá fazendo esse tipo de som”.
Aí fomos em Osasco conhecer o Xerxes. A gente já estava nas batidas quebradas, no jungle hardcore que depois acabou virando drum’n’bass. O encontro com o Xerxes mudou nossa vida no sentido de ser uma aceleração no nosso conhecimento profissional. Naquela época, ele já era instrutor de escola de síntese, de midi, ele já trabalhava com sequenciador… A gente nem sabia que aquilo tudo existia, a gente fazia música do nosso jeito. Ele falou “vem cá, dá uma olhada nisso aqui” e nos mostrou sequenciadores, síntese, as coisas que ele já fazia.
Junior: O Xerxes acolheu a gente, ajudou a gente a fazer o som que nós fazemos até hoje. Ele firmou a gente tecnicamente para nós seguirmos com a nossa caminhada. Dessa vivência de ensinamentos, virou uma amizade. Até as coisas que davam errado, como usar uma placa que não dava certo, com ele virava risada. Ele queria muito ver a gente tirando um som, era muito legal!
Guilherme: O Ramilson convivia muito com a gente, íamos muito na casa deles, que era na mesma rua. Essa convivência, que depois tiveram outras pessoas junto, surgiu o lance dos saraus musicais, inclusive o disco do Xerxes foi inspirado nesses encontros - o Sarau. Eram encontros de mostra, troca, de experimentação.
A gente tinha uma neura que era a seguinte: a gente fazia as músicas, mas os DJs não tocavam. Eles torciam o nariz, achavam que não soava como os gringos, tinha também um lance técnico, do áudio ser mais condensado… A gente ficava quebrando a cabeça pra chegar nesse som.
Junior: Apesar disso tudo, o processo tinha uma fluidez bacana, a troca era muito sadia. O Xerxes foi o cara que abraçou nosso grupo e de forma consciente foi percursor de um movimento musical, que é o Brazilian Drum’n’Bass.

E o Drumagick, o duo com esse nome mesmo, como começou?
Guilherme: Foi em um período interessante, em uma época onde as festas com a equipe de som já aconteciam, a rádio estava caminhando e a gente estava experimentando as primeiras criações nas festas. Me lembro que a gente estava vivendo um impasse financeiro, de pensar em investir ou desistir. O Junior trabalhava e botava todo salário dele na arte. A galera que era contemporânea a nós, eles eram todos fissurados em equipamento!
Nessa vivência, a gente estava conversando perto de casa e pensamos em criar um nome de impacto. Era um pensamento do Junior e ele trouxe o nome Drumagick, com K no final, para dar esse impacto. Desse papo, alguns meses depois, surgiu nossa primeira demo, em 1997, já usando sequenciadores que o Xerxes nos mostrou, o Logic.
Como foi viver aquela alta do Drum n Bass brasileiro no começo dos anos 2000? Como foi pra vocês?
Guilherme: A gente teve uma experiência muito bacana no início dos anos 2000, que foi a nossa conexão com a gravadora Trama, com o Bruno E. e a Sambaloco. Nós lançamos alguns remixes inicialmente e posteriormente veio o “Aí Maluco”, nosso álbum. Considero um primeiro marco, até hoje vem pessoas que falam desse disco!
A música que eu particularmente acho que é o nosso hit, com um sample do Jorge Ben, o “take it easy my brother Charles”, foi ideia do Junior. É a EasyBoom, que compartilhamos com a Trama na época e meio que ficou parada por uns anos (risos). Quando ela foi parar nas mãos do Patife e ele foi pra Londres, ele levou essa música junto de outras, tocou numa festa da BBC Radio One, Gilles (Petersen), estava como apresentador… E aí a música estourou, é a música que a galera mais fala quando encontra a gente, toca até hoje e simboliza o jeito brasileiro de divertir a pista.
Junior: Essa música abriu todas as portas pra gente.
Guilherme: Sim, o jeito de fazer Drum’n’Bass se espalhou, junto com outras músicas, LK, XRS, Marky etc.
Um clássico do gênero
Eu conheci vocês no FIFA Street, com a música Malandragem.
Guilherme: Legal você tocar nessa música, porque essa é uma que, particularmente, eu gosto muito e sintetiza muito bem essa nossa relação com a técnica de sampling. Ela tem uma proposta de ir crescendo, entrega um reverenciamento no final… Ela tem muito a nossa pegada, é a cara do Drumagick.
O Fifa Street foi um marco do Drum'n'Bass Brasileiro, fazendo muita gente conhecer artistas através do jogo
E depois, que o ritmo já não era mais tão forte, qual foi o caminho que o Drumagick tomou?
Junior: A gente continuou trabalhando normalmente. Foi um momento muito forte de ápice e é natural que tenha uma baixa depois. Claro que a gente sentiu isso, mas para os nossos trabalhos na parte de produção musical e composição, continuamos trabalhando, produzindo, compondo, gravando, lançando…Tocar a gente passou a tocar muito menos, principalmente depois da pandemia, que foi um evento que, no nosso caso, sentimos que diminuiu muito. A gente até fez algumas viagens depois da alta do ritmo pra Europa, mas foi muito menos do que no começo do século.
A gente sabe que, na música em geral, não só na música eletrônica, existem os ciclos de altas e baixas. Eu não acho que vai ter um ciclo de Drum’n’Bass igual teve no começo dos anos 2000. Tem grandes artistas do ritmo viajando por aí, fazendo tours, vídeos virais com o gênero… É natural que não seja o gênero que é mais tocado porque não é o gênero de entrada, não é pelo Drum’n’Bass que a pessoa entra na música eletrônica, sabe?


Drumagick e XRS em um set (fotos: arquivo Drumagick)
Guilherme: Passaram-se 30 anos da nossa história e eu, particularmente, quero mais (risos). O Drum’n’Bass, comercialmente falando, teve poucas oportunidades aqui no Brasil fora do ápice. Quando tivemos oportunidades, entregamos. Quando o Drum’n’Bass tem oportunidades, ele faz acontecer. Mas claro que quando existe uma baixa de popularidade, a grana também vai embora.
Passamos por fases que ministramos cursos, o Hangar 15, a Big Masters, hoje temos o Drumagick Studios, que prestamos serviços de produção musical. Entramos também em outras divisões no mercado musical, música para indústria da TV, Cinema etc, com a Audio Network - isso possibilitou outros caminhos musicais e isso foi através do Drum’n’Bass que sempre fizemos! É um mercado paralelo ao mercado fonográfico, galera que faz trilhas sonoras… Também temos hoje uma conexão forte com isso.
Hoje a gente vive um momento interessante, de pessoas falando sobre o Drum’n’Bass, falando que é um gênero que está voltando… Não tenho a menor dúvida que o poder de entrega artística é grande!
Junior: Hoje a gente espera muito que exista uma galera nova e cheia de vontade, com energia, para revolucionar a cultura. A gente só revoluciona o mercado quando a gente não entende ele, quando a gente o subverte. Quem sabe não surja essa nova safra e fazer o movimento como fizemos lá atrás?
Beautiful Love é o lançamento mais recente da dupla