A fotografia de Patti Smith

Multiartista, Patti Smith traz simplicidade, vida real e cotidiano para suas fotos

A fotografia de Patti Smith
Patti Smith e a Polaroid Land 250

Em 1975, uma artista Estado Unidense chegava nas rádios com o álbum Horses. O primeiro de Patti Smith já trazia hits como Gloria: In Excelsis Deo e Redondo Beach e apresentava uma artista além da música, trabalhando com várias mídias além do som. Patti Smith se classifica como uma “trabalhadora”. Em entrevista para o The Guardian, ela conta: “Essencialmente me sinto uma escritora, escrevo todos os dias, desde criança e é onde eu coloco minha maior energia. Mas se eu sinto a necessidade de me expressar visualmente ou em uma música ou em um poema, eu faço. Eu gostaria de ter só uma vocação, mas sempre fui multidisciplinar, não sei por que, mas é o que eu sou movida”. 

A cama de Frida Khalo, foto por Patti Smith

Na fotografia, arte que a acompanha desde o fim dos anos 1960, existe um olhar único de simplicidade e de momento, capturando a essência do estar ali. Sua jornada começa antes mesmo de se relacionar com o fotógrafo Robert Mapplethorpe, o qual viraria sua musa - Robert é o responsável pela foto de Patti na capa de Horses e muitas outras que acompanhariam a carreira da artista. 

Foto de Patti Smith dos mocassins de Robert Mapplethorpe

A fotografia de Patti Smith pode ser vista como um diário, uma representação genuína da memória visual das coisas mais sutis do dia a dia. Um lembrete que a fotografia não precisa ser sobre algo absurdo ou posado, mas sobre pequenos detalhes, momentos e coisas que estão no nosso campo de visão. A fotografia como um diário visual de como nós vemos o mundo, sem precisar de um estúdio ou equipamentos super caros para capturar o que existe. 

Sua câmera favorita é a Polaroid Land 250, sem flash, assim como visto no livro O Livro dos Dias, que reúne fotografias e reflexões de Patti Smith no Século XXI, principalmente de muitas que foram postadas em seu instagram, que hoje é cultuado por muitos fãs como um local onde a fotografia de Patti tem morada e expande sua veia artística. 

Foto tirada com Polaroid Land 250
A necessidade de imediatismo me fez voltar para a Polaroid. Tirar fotos de Polaroid me conectam com o momento. Existem souvenirs de uma alegre solidão. - Patti Smith 

Sua obra fotográfica já ganhou livros, como o Land 250, de 2008, Camera Solo, de 2011, e O Livro Dos Dias, em 2022. 

“Eu foco em objetos que parecem ser humildes, mas preciosos para mim. Não sou uma fotógrafa, mas tirar fotos me dão uma sensação de unidade e uma enorme satisfação pessoal" - Patti Smith

ISMO
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