Bruno E., Sambaloco e os agentes do Drum'n'Bass no Brasil
Como a trajetória de um Goiano em São Paulo ajudou a proliferar um dos gêneros mais brasileiros da música eletrônica nos anos 2000
Nos anos 90, o cenário de produções eletrônicas na música estava bombando em São Paulo. Do rap ao eletrônico, muitos produtores viveram essa cena intensa de baladas, estúdios e quebradas, procurando seu som e o que viria a ser o próximo. Nessas andanças, Bruno E. veio de Goiania para São Paulo para viver ainda mais a música eletrônica e se envolveu nos próximos episódios do que viria a ser Drum'n'Bass Brasileiro.
Ele, junto do Dudão Melo, do João Marcello Bôscoli, do Xerxes, do Mad Zoo e de mais uma galera muito importante, foram os arquitetos e possibilitadores, cada um à sua maneira, do Drum'n'Bass criado aqui, misturado com a Bossa Nova e com o Samba Rock.
Com a Sambaloco, selo de curadoria do Bruno na Trama, o gênero encontrou sua casa por aqui. O selo foi responsável por lançamentos que marcaram época e por dar uma possibilidade de produzir e lançar nacionalmente.
Nessa série de matérias sobre o Drum'n'Bass Brasileiro, trocamos uma ideia com o Bruno, falamos sobre sua trajetória, sobre a Sambaloco, sobre curiosidades do gênero e sobre sua carreira atual.
Fala Bruno! Você veio de Goiânia pra São Paulo atrás do som? Me conta um pouco dessa sua vinda.
Goiânia meio que me expulsou por causa do som de lá (risos). Nos anos 80, tinham rádios que tocavam rock e música pop, como a Rádio Cidade, tocava muita coisa boa. De repente, vem uma onda de sertanejo comercial, uma coisa meio pornográfica, deturpando a ideia de música regional e folclórica… Nos anos 80 eu tinha uma banda de techno pop, uma coisa mais synth pop, um dos primeiros grupos de música eletrônica do Brasil (na época a gente falava que era dance music) - a banda chamava The Burbs. Essa banda fez parte da cena pós punk de Goiânia. A MTV estava começando no Brasil e tinha um programa chamado Demo MTV - a gente mandou o clipe para eles e entrou no primeiro programa, quase que a gente ganhou, perdemos para a banda do Toni Garrido na época.
Uma demo do The Burbs pra ouvir na íntegra
Eu comecei cedo na música eletrônica, mexendo nos hardwares com 13 anos. Sou DJ de rádio desde os 15. Mas depois desse clipe do The Burbs, meio que a coisa esfriou e a gente viu a necessidade de vir para São Paulo, que eram onde as coisas estavam acontecendo. A gente fez um show no Aeroanta, em Pinheiros, e a mídia toda foi pra lá, pessoal da Revista Bizz, pessoal da MTV, galera da Folha de S.Paulo… E o show foi um fracasso! Deu um problema com um cabo midi, descarrilhou, foi uma tragédia.
Eu estava desolado no camarim e, de repente, chega o Mad Zoo, que mais tarde viria trampar comigo na Sambaloco, e sacou o problema que rolou com o Midi na hora - aí a gente ficou amigo! Ele foi lá com o Renatinho, do Código 13, que até esteve no Hip Hop Cultura de Rua e fiquei amigo desses caras e comecei a frequentar a Zona Leste.
Lá eu comecei meu projeto O Discurso e estava fazendo uma lives P.A. nas casas noturnas de lá, como a Toco. Eu sempre gostei de break beat, sempre algo quebrado, não reto. E aí conheci todo mundo, o Julião, o Marky Mark… Paralelamente a isso, virei produtor de Hip Hop, produzindo o MRN, Pavilhão Nove, toquei no disco do Doctor MC’s… Fui um dos primeiros produtores de Hip Hop no Brasil. Na época eu produzia para a Paradox, gravadora que ficava na Vila Mariana, em São Paulo - lá eu acabei virando secretário do dono, o Silvio Arnaldo. Eles tinham um catálogo que ninguém explorava! Dei a ideia de fazermos uma compilação de música eletrônica, chamava Trip Hop Compilation e foi talvez a primeira compilação desse tipo no Brasil, uma coisa mais underground, mais rave - eu, Mau Mau e Mad Zoo.
Passou um tempo e conheci o João Marcello Bôscoli. Na Paradox, a gente fechou uma negócio de masterização na Cia. de Áudio e o dono na época, o Franja, me deixou à vontade para masterizar por lá e foi quando aprendi mesmo a fazer isso. Num dia desses ele me apresentou ao João Marcello e ele me perguntou se eu não queria fazer um remix do Pedro Mariano, irmão dele. Aí fiz algo pensando que eles gostavam de Black - na época tinha a MTV Latino e era muito boa e a gente ouvia bastante das coisas que tocavam lá. Aí fiz esse remix e eles amaram, aí fui sendo chamado para fazer outras versões - fiz uma da Daniela Mercury, que acabou não rolando pela Sony, por causa dos samples usados. Teve um concurso da Warner e eu e o Mad Zoo ficamos no topo, então a gente fazia várias coisas nesse sentido.
O Discurso tocando no AMP, programa da MTV Brasil
Depois o João Marcello teve a ideia de recomeçar a gravadora da mãe dele, da Elis Regina, a Trama, e me chamou para fazer parte e, ao mesmo tempo, a Sony me chamou para ser diretor artístico de um selo de Hip Hop que eles iam fazer e essa proposta era tentadora, mas parecia bom demais para ser verdade, sabe? (risos).
Na Trama, João me deu total liberdade para fazer o que eu queria fazer, me deu carta branca, e como eu já tinha uma experiência anterior, quis fazer um selo de música eletrônica - aí veio a Sambaloco Records. Mas não quis fazer isso só pra lançar meus projetos, quis investir nas pessoas que eu acredito, então chamei o Xerxes, o Ramilson Maia e o Mad Zoo. A proposta era fazer um selo de break beat e o drum’n’bass está dentro disso.
No começo tivemos uma repercussão excelente. Na Paradox eu aprendi uma coisa: existe uma tática que eu observei nos selos de música eletrônica de fora - os produtores lançavam coisas com alguns codinomes. Eu mesmo tinha vários, como Muchacho Alves e O Discurso… Nossa estratégia era de guerrilha, porque nossa verba era menor do que de outros artistas da Trama. Mas sempre deu certo, a Sambaloco deu certo do início ao fim.

A estratégia era ter custo baixo mas bastantes lançamentos, assim como fazíamos na Paradox. Quando lançamos a Sambaloco, tivemos quatro lançamentos de uma vez; é a ideia do coletivo hoje.
Um dia eu estava no Dolores Dolores, na Vila Madalena, uma casa de Black Music que eu discotecava, junto do Anderson Soares, e de repente aparece o Patife com o Mad Zoo. Ele estava super empolgado com a Sambaloco e pediu para fazer parte - claro que eu aceitei!
Nesse set, Patife e Bruno mencionam os primeiros álbuns de compilados da Sambaloco, em 1999
O Patife já era conhecido?
Na periferia, sim. Ele sempre teve uma vibe incrível. Gostei muito dele, me apaixonei pelo cara e ele ainda me deu um disco do Roni Size. Ele é a segunda leva da Sambaloco e nessa época ele ainda não produzia. Aí entra o Xerxes, a Fernanda Porto e aí começa o Drum’n’Bass brasileiro. O disco do Xerxes já era isso, mas na época era mais underground, o Secrets of the Floating Island.
Álbum essencial do Drum'n'Bass do Brasil
Num documentário sobre o DNB brasileiro, do começo dos anos 2000, você comenta que foi o Xerxes que te incentivou a ir pro DNB.
Cara, na verdade foi o Mad Zoo. Eu, Xerxes, Ramilson e Mad Zoo somos contemporâneos em termos de produção. Eles trabalhavam na Rock n Soul, do Gregão e do Silvio Muller. O Xerxes sempre foi um cara bem aberto, muito musical. Na verdade, eu vi o drum’n’bass nascer junto deles - do Prodigy, ao jungle, até chegar no drumnbass. O Xerxes teve a visão de dar um tempero brasileiro. Mérito dele e do Mad Zoo, que era o produtor por trás do Patife e o Xerxes por trás do Marky. O Patife e o Marky eram mais DJs no começo - claro que eles tinham a linguagem por trás, eles sabiam o que fazer! Caroline Carol Bela foi o Marky e o Xerxes que conceberam. O Xerxes era o arquiteto por trás da história toda.
Qual é o papel dos cantores tipo Max de Castro, Fernanda Porto e afins nessa equação do Drum’n’Bass brasileiro?
O Max, o Jair Oliveira, a Patricia Marx, essas pessoas eram artistas da Trama e foram o material humano por trás do que a gente precisava fazer para a coisa ficar mais pop. A gente precisava de compositores e cantores, então foi um prazer ter essas pessoas com a gente.
Eu entrei na Trama por conta do João e, mais ou menos no mesmo tempo, produzi um disco da Thalma de Freitas na Sony e o Max tocava com ela. Eu sou baixista, a gente fazia turnê então a gente já era amigo. As coisas não acontecem por acaso, a gente vai conectando as pessoas, de repente o Max conheceu o Patife e eles se curtiram demais. A gente fazia remixes de drum'n'bass também para os artistas da Trama e aí fizeram a Pra Você Lembrar, que marcou essa geração também.
Me fala um pouco sobre o DNB ser um som de periferia no começo dos anos 2000.
Foi, mesmo. Se a gente fosse analisar hoje, seria uma questão até mais política do que na época. Tinha um lance que rolava que me incomodava muito: você tinha duas cenas de música eletrônica rolando em São Paulo, a cena clubber nos Jardins, na maioria branca, héteros e gays. Na periferia, Zona Leste e Norte, cujo perfil era mais de pessoas pretas, gays e héteros. Existia uma discriminação por parte da galera dos Jardins, olhavam com muito preconceito, chamava o público da periferia de “cyber manos”. A música eletrônica carrega a coisa da moda, de estar ligado na moda. A galera da periferia sofria muito preconceito e a gente também sofreu na Sambaloco. Tinha gente que descia a lenha na gente, mas depois veio pagar pau (risos).

Na periferia, a pista de dança era muito a galera que curtia Hip Hop. Na Toco, a galera girava na pista! Olha que louco, naquela época na Toco não podia entrar de boné e se tivesse uma roda de break, os seguranças brecavam. Isso hoje seria insustentável, era uma repressão gigante e naquela época essas atitudes eram toleráveis.
Para mim, não tem nenhuma música na história da música pop que não tenha origem preta. O Rhythm and Blues é a espinha dorsal da música pop e foi dividida em Soul e Rock. O RnB é tudo, mas parece que esqueceram disso. Então trazendo isso para o techno, parecia que o techno era música de branco e o drum’n’bass era música de preto - mas o techno de Detroit também era música de pretos! Mas rolava isso por causa da cena, uma dos Jardins e outra da periferia.
Eu estava do lado dos cyber manos. Você via a fidelidade da galera da Zona Leste, fazendo vaquinha para comprar discos nas lojas da Galeria, tinha ensaios para dançar na pista de dança… Se você acertasse a mixagem na pista, a galera vibrava, parecia a torcida de um jogo do Corinthians (risos). Era uma fidelidade muito grande.
Nos Jardins, era uma cena que fazia caras e bocas, super blasé. Cheguei a tocar nas baladas e o problema não eram os DJs, mas sim o público, mesmo.
Ah, vale lembrar que a Sound Factory foi muito importante, o Julião e o Marky, foi ali que nasceu a cena de Drum’n’Bass no Brasil - e era na periferia, na Penha, e depois foi para Pinheiros.


A pista e a entrada da TOCO (fotos: Music Non Stop)
E a importância do DJ Patife no começo do Drum n Bass brasileiro?
Foi gigante. Eu acredito que você cria causas e condições para que as coisas aconteçam. Aquela coisa, a vida não cria várias oportunidades da mesma coisa. Antes de falar do Patife, enquanto Sambaloco, o que aconteceu na minha visão, foi a seguinte: produtores já estavam fazendo a música, já tinham os lugares rolando, o que não tinha era uma gravadora para dar suporte e nem produção nacional. Eu estava vendo o movimento acontecer, não criei nenhum artista desses, já aconteciam, meu papel foi juntar e vender esses talentos. Eu fui voluntário, porque também fui artista e não é fácil ser artista e lidar com artista (risos).
Voltando ao Patife, dentro do que estava acontecendo, ele fez um movimento que internacionalizou o Drum’n’Bass brasileiro. Ele mostrou o que estava rolando aqui para os caras na Inglaterra e, sem querer menosprezar os caras, a gente fazia muito melhor que eles. Nossa cena era maior, nosso mercado, nosso País era muito maior. O Patife conheceu o Edo (Van Duyn), que foi muito empreendedor, muito esperto, teve a visão e acabou sabendo jogar com esse ritmo brasileiro. Eles explodiram, depois ele foi fazer o Skol Beats e o Edo alavancou a carreira do Patife e do Marky, sendo empresário dos dois.

Foi fundamental o que o Patife fez, foi para Londres, levou nossa música sem saber falar quase nada de inglês… Ele sempre foi um cara positivo, visionário. Isso abriu portas para a gente tocar lá fora, para tocar muito mais aqui dentro.
Antes disso, os ícones do eletrônico eram o Mau Mau, Renato Lopes e o Mauro Borges, com muito mérito deles, claro. Quando Patife volta de Londres, que o pessoal começa a ver que o Drum’n’Bass brasileiro está bombando por lá, da noite pro dia o ritmo era a música mais legal que tem. Aí a coisa ficou mainstream, extrapolou de São Paulo.
Cresceu tanto que a Trama me mandou morar na Inglaterra. Passei 1 ano lá com a minha família. Você chegava na Tower Records, por exemplo, você tinha uma gôndola só de Drum’n’Bass Brasileiro - isso foi em 2002.
Saímos em um monte de compilações de gravadoras internacionais, tocamos em clubes de Ibiza, da Itália, explodiu no mundo todo. Depois disso eu dei uma cansada do gênero.
Nosso último álbum foi o Brazilian Compilation, com Carolina Carol Bela, Drumagick com Take it easy my brother Charles…
A The Brazilian Classics, de 2003, é uma das compilações mais famosas do selo
Parece que a coisa acabou no auge.
Pois é. Sou extremamente grato por tudo o que aconteceu, mas chegou um momento que uma coisa me incomodou: tem um lado um pouco gangsta de uma galera do drum’n’bass que me incomodava. Mas o que me fez sair mesmo foi para investir na minha carreira - foi quando fiz meu disco de jazz.
Na música eletrônica me incomoda um pouco essa parada de só tocar um tipo de música a festa toda, sabe? Eu sempre fui um cara experimentalista, sempre gostei de experimentar, sempre achei que era um espaço aberto. Sempre gostei da mistura, acabei de voltar da Tailândia e trouxe uma Pin Guitar, da música deles… Aqui em casa tem um monte de instrumentos diferentes, estou tocando sitar, sempre fui experimentalista.
Chegou um momento que fiz um outro selo e não deu muito certo. A gente lançou uma compilação com uma nota máxima na revista DJ, um selo de House que chamava Nova Vida. Naquela época eu estava me desinteressando do Drum’n’Bass por uma questão social, pelo comportamento da galera, era uma coisa meio “rude boy”, era meio gangsta a parada.
O Mc Kontrol, o Adrian, meu amigo, me apresentou para o Gilles Peterson e deu a ideia de trazer ele pra tocar no Brasil. Eu e o Dudão chegamos para o André na Trama e falamos para trazer o Gilles - ele que criou o Acid Jazz e descobriu o Roni Size, a Talkin’ Loud era o selo dele na época. E deu certo, a gente trouxe o cara e ele tocou numa casa chamada Urbano, em Pinheiros, e acabamos virando amigos.
Ele fez compilações chamadas Gilles Peterson in Brazil Vol 1 e Vol 2 e tinha músicas minhas e de outros artistas. Aí nessa época eu não queria mais saber da Sambaloco e quis lançar meu disco de jazz - que foi o Lovely Arthur, com o Bocatto, Márcio Negri e Marco da Costa. O João Marcello Bôscoli ouviu e… Achou que eu viajei. Ele e outras pessoas acharam que eu tinha feito um disco que não ia dar em nada e eu só ficava pensando “manda pro Gilles que ele vai curtir”. Aí o Adrian mandou pra ele e nada da resposta, uma semana, duas… Um dia o Adrian me liga e fala pra eu ligar no programa do Gilles na Radio One na BBC que estava tocando meu som! O cara amou meu disco e, de repente, começou uma reação em cadeia - ele tocou e uma galera começou a tocar em outros países. Aí eu comecei a fazer turnê - meu disco foi muito melhor lá fora do que aqui.
Lovely Arthur, álbum solo de Bruno E.
Aqui no Brasil, o João me agradeceu, falou pra eu fazer o que tinha vontade e que já tinha contribuído bastante. Eu estava cansado, já não tinha mais aquela energia. O selo é isso, você tem que saber se reinventar para que você consiga uma longevidade, o selo é nichado.
A Sambaloco foi um projeto que deu muito certo e realmente foi melhor ter acabado no auge. Mas ao mesmo tempo foi acabando quando a estrutura do mercado fonográfico foi mudando, o modelo de negócio estava ruindo e até chegar no modelo de negócio que temos hoje, foram muitos traumas, muitas perdas.
Eu estava morando em Londres e voltei pra cá. Lá eu estava trampando com a galera do NuJazz e do Broken Beat. Quando lancei meu disco, caí na onda do NuJazz, que foi quando JazzaNova despontou e foi legal vivenciar tudo isso.
Quando voltei, tinha uma mala cheia de disco e eu e o Dudão começamos o SuperJazz, no Sarajevo, no Baixo Augusta. Aqui em São Paulo tem uma máxima que é: se não tem algo, começa esse algo, São Paulo aceita tudo. E deu super certo, tínhamos uma noite do Superjazz e nossa lei era “uma festa boa é aquela que você não sabe como começar e como vai acabar” (risos). A gente foi educando o público no sentido da gente tocar o que quisesse e lá você escutava de tudo.
Como está a música na sua vida hoje?
Eu hoje dou aulas na faculdade, meio que inaugurei o curso de música na Anhembi Morumbi e inaugurei o curso de Produção Musical na Belas Artes, claro, com os professores da época, e eu dava as matérias de criação de música eletrônica. É engraçado que a molecada hoje voltou a curtir Drum’n’Bass e até voltei a ouvir as coisas, até para saber como estava. Não é mais uma paixão, mas de vez em quando escuto coisas novas e antigas. Ouço bastante o Calibre, que era um dos que eu mais gostava. É uma linguagem muito interessante, né? Fico feliz que uma galera esteja descobrindo ou revivendo isso.
O que eu estou fazendo é me preparando para lançar um próximo projeto. Meu último disco foi na pandemia, um pouco antes. Até cantei nesse disco, coisa que eu não fazia antes, mas resolvi experimentar, era um disco de coisas que estávamos tocando ao vivo.

Bruno, Beto Montag e Dudão Melo, nas gravações do Coletivo Super Jazz
Na pandemia e pós pandemia, continuei dando aulas e comecei a estudar música de formas diferentes. No meu próximo, quero explorar harmonias diferentes, estou estudando instrumentos da Ásia… Quero fazer algo mais pessoal, mais humano, da alma.
São Paulo Jazz Rebels é o último disco de Bruno E. e conta com um super time como Márcio Negri, Fábio Sá, Marco da Costa, entre outros